Banco de Leite Humano: tire suas dúvidas

O Banco de Leite Humano é o local mais apropriado para a doação do leite materno por mulheres que o produzem em excesso. Também é responsável pela distribuição do produto após o seu processamento

Banco de Leite Humano

O Banco de Leite Humano (BLH) é, segundo a RDC Nº 171, de 4 de setembro de 2006, o serviço especializado, responsável por ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e execução de atividades de coleta da produção láctica da nutriz, do se processamento, controle de qualidade e distribuição.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde (MS), o Brasil dispõe da maior rede de Bancos de Leite Humano do mundo, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Banco de Leite Humano no Estado do Piauí fica localizado na Maternidade D. Evangelina Rosa na Avenida Higino Cunha, 1552 no Bairro Ilhotas. Os telefones de contatos são o 0800 280 2522 ou (86) 3228 2022. 

Competências do Banco de Leite Humano

Ao BLH compete as seguinte atividades:

  • desenvolver ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno;
  • prestar assistência à gestante, puérpera, nutriz e lactente na prática do aleitamento materno;
  • executar as operações de controle clínico da doadora;
  • coletar, selecionar, classificar, processar, estocar e distribuir o Porcionamento do Leite Humano Ordenhado (LHOP);
  • responder tecnicamente pelo processamento e controle de qualidade do Leite Humano Ordenhado (LHO) procedente do Posto de Coleta de Leite Humano (PCLH) a ele vinculado;
  • realizar o controle de qualidade dos produtos e processos sob sua responsabilidade;
  • registrar as etapas do processo;
  • dispor de um sistema de informação que assegure os registros relacionados às doadoras, receptores e produtos, disponíveis às autoridades competentes, guardando sigilo e privacidade dos mesmos.
  • estabelecer ações que permitam a rastreabilidade do LHO.

Aleitamento Materno

O aleitamento materno é uma prática segura para o binômio mãe-bebê, onde há um elo de sentimentos envolvidos, proporcionando segurança e maio afeto entre a mãe e o bebê.

Dessa forma, o Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno até os dois anos de idade ou mais, sendo os primeiros seis meses de aleitamento materno exclusivo.

Assim, entende-se por aleitamento materno exclusivo aquele onde a crianças só recebe leite materno sem adições de outros alimentos como chás, sucos, água, entre outros.

Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional (Ministério da Saúde).

Benefícios da amamentação

Os benefícios do aleitamento materno são inúmeros e vão desde a proteção do bebê e da mãe, até economia na renda familiar.

Benefícios para o bebê

Os benefícios para o bebê está relacionado à proteção dada pelo leite materno, evitando doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias.

Da mesma forma, na vida adulta, algumas doenças como hipertensão, colesterol alto e diabetes tem seu risco diminuído para aqueles que mamaram.

Também é diminuída as chances de obesidade, havendo ainda estudos que demonstram que bebês que mamam são mais inteligentes.

Benefícios para a mãe

Os benefícios para a mãe já começam logo após o parto. O estímulo da mamada, ajuda a involução uterina, reduzindo seu tamanho e evitando hemorragias sérias, bem como anemias.

Ligado a isso, a mãe perde peso mais rapidamente e o risco para câncer de mama e de ovário são menores.

Também a amamentação  pode ser utilizada como um método natural para evitar uma nova gravidez. Requer orientação de um profissional de saúde (enfermeiro ou médico).

A amamentação pode ser utilizada nos primeiros seis meses, como um método natural para evitar uma nova gravidez, desde que seja amamentação exclusiva, e em livre demanda, com menstruação ausente.

Benefícios para a família

A família também é beneficiada pelo aleitamento materno. A não amamentação pode gerar custos elevados para a renda familiar, prejudicando toda a família.

Os gastos com crianças que não recebem leite materno são altos. Mamadeiras, bicos, gás de cozinha e com eventuais doenças são alguns dos possíveis gastos gerados.

Além disso, criança que não mama está mais sujeita a doenças, o que  pode elevar ainda mais os gastos familiar, comprometendo a renda da família.

A amamentação ainda livra o serviço público de gastar 13%, segundo o MS com internações, consultas e medicações utilizadas quando a criança adoece.

Polêmica

Na última terça-feira (27/03) a Rede Globo transmitiu em cena da novela “O outro lado do paraíso” a amamentação cruzada, prática em que mulheres amamentam bebês de outras mulheres que apresentam dificuldade com o aleitamento.

A amamentação cruzada é uma prática não recomendada pelo MS e pela OMS, que pode levar riscos ao bebê.

Em virtude da cena destacar a personagem  Susy, interpretada pela atriz Ellen Roche, que é enfermeira, o Conselho Federal de enfermagem lançou em seu portal uma nota de esclarecimento sobre a amamentação cruzada.

Com base nisso, a nota esclarece que essa prática pode trazer riscos para o bebê, incluindo doenças infectocontagiosas.

Por outro lado, a prática correta seria,  a doação do leite para os Bancos de Leite Humano, que passam por um rigoroso controle de qualidade e por pasteurização antes de ser disponibilizado.

Com isso, a nota ainda esclarece que a Enfermagem é uma parceira do incentivo ao aleitamento materno e tem um papel fundamental na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

Destaca ainda que o profissional de enfermagem é qualificado para tal incentivo e oferecem apoio e orientação baseada em evidências científicas.

Amamentação cruzada

A prática de mulheres doarem diretamente o excedente de leite materno para crianças de mães que apresentam dificuldades em amamentar, prática conhecida como amamentação cruzada é contraindicada pelo MS e OMS.

Como anteriormente citado, a amamentação cruzada traz riscos para o bebê que podem levar à morte.

Existe uma diferença entre doar diretamente para crianças e doar para o Banco de Leite Humano. O BLH recebe o leite doado e então inicia-se um processo de seleção e classificação.

Após essa classificação o leite passará por uma pasteurização que consiste em  um processo de esterilização por meio da exposição do leite a uma temperatura inferior a seu ponto de ebulição e em seguida a exposição a um resfriamento súbito, a fim de eliminar certos microrganismos nocivos.

Logo em seguida, o leite já pasteurizado, sofrerá um controle de qualidade microbiológico, garantindo por fim, a isenção de qualquer possibilidade de transmissão de doenças.

Fonte: Cofen, MS, OMS, Rede Global de Bancos de Leite Humano – Brasil.

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